Org TopologiesDesign organizacional moderno

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VOCABULÁRIO

Glossário.

Uma linguagem compartilhada é metade do trabalho de design organizacional. Todos os termos da Org Topologies, definidos como no livro 10X ORG.

DO LIVRO 10X ORG

Termos

Agrupados na ordem em que você os encontra: os fundamentos, o mapa, as topologias, o MADE, os nove princípios, os katas e a IA. Linke qualquer termo pela sua âncora.

Fundamentos

10X

Um aumento de dez vezes na capacidade de uma organização de aprender, evoluir, criar valor e manter o alinhamento estratégico. Trata-se de mais adaptabilidade, impacto e relevância, não de mais atividade.

10X Org

O sistema do livro, centrado nas pessoas e pronto para a IA, com nove princípios para construir organizações capazes de aprender, se adaptar e entregar resultados. Org Topologies é o mapa e o método que o sustenta.

Org Topologies (OT)

Uma abordagem para elevar o desempenho por meio de um redesenho organizacional centrado nas pessoas, orientado pela estratégia e pronto para a IA: um mapa visual mais o método de mudança MADE.

Mapa Org TopologiesOrg Topologies map

A linguagem visual bidimensional que posiciona as unidades da organização pelo mandato de habilidades (horizontal) e pelo mandato de trabalho (vertical), tornando visíveis e compartilháveis a estrutura, as dependências e os desencaixes.

Design organizacionalOrganization design

O processo de desenvolver e escolher a estrutura de uma organização (papéis, linhas de reporte, unidades, interfaces, coordenação) para atender à sua estratégia e aos seus mandatos; também o campo que estuda como a estrutura melhora a eficácia.

Design organizacional estratégicoStrategic org design

Alinhar de propósito a estratégia de negócio, o objetivo organizacional e o processo de mudança, em vez de deixar o desenho se acumular por acaso.

Alinhamento estratégicoStrategic alignment

O quanto a organização entrega o que sua estratégia exige; é alcançado quando os elementos do design organizacional se mantêm em sintonia com a estratégia.

Star Model

O modelo de Jay Galbraith com cinco elementos de design interligados (critérios de design organizacional derivados do objetivo organizacional, estrutura, processos, recompensas, pessoas), que precisam ser ajustados em conjunto. O MADE acrescenta um ciclo de aprendizado em torno dele.

Objetivo organizacionalOrg goal

A única coisa principal que uma organização otimiza de propósito, escolhida para apoiar sua estratégia e usada para decidir os trade-offs.

Objetivo de negócioBusiness objective

O resultado externo que uma estratégia busca, como lucro ou participação de mercado. É incerto; o design organizacional, ao contrário, é interno e está em grande parte sob o seu controle.

Preocupação primária e preocupações secundáriasPrimary concern and secondary concerns

A preocupação primária é o objetivo organizacional que está sendo otimizado. Uma preocupação secundária é algo valorizado e mantido no radar, mas perseguido apenas até onde não prejudique a primária.

Falso dilemaFalse dilemma

Apresentar duas opções valorizadas como opostas quando existe uma gama de escolhas; reformular com uma preocupação primária e uma secundária revela novas opções.

Compromisso concorrenteCompeting commitment

Um compromisso oculto que age contra um objetivo declarado de melhoria e explica por que as pessoas resistem até a mudanças que apoiam.

Adequado ao propósitoFit for purpose

Um design organizacional cuja estrutura e cujos mandatos apoiam aquilo que a organização otimiza. Nenhuma topologia é melhor em si; a pergunta é qual delas se encaixa.

DesencaixeMisfit

Uma lacuna entre aquilo que a estrutura otimiza e aquilo que a estratégia precisa, tornada visível ao mapear e avaliar.

AdaptabilidadeAdaptiveness

A capacidade de mudar de direção com facilidade e a baixo custo, guiada pelo aprendizado necessário para entregar mais valor ao cliente com menos atrito. É o objetivo organizacional da Adaptive Topology.

Capacidade adaptativaAdaptive capability

A capacidade de seguir o valor rumo ao desconhecido, aprender ali e ainda assim entregar, de modo que a organização se recombine conforme as condições mudam, sem reorganizar sua estrutura.

Capacidades estratégicasStrategic capabilities

As habilidades, como adaptabilidade, impacto e relevância, que no fim elevam o desempenho; cada topologia sacrifica algumas capacidades em favor de outras.

Inteligência organizacionalOrganizational intelligence

O que uma organização consegue ver, aprender e resolver coletivamente. Ela emerge dos mandatos atribuídos às unidades, não dos indivíduos, e os mandatos definem o seu teto.

Sistema de design organizacionalOrg design system

Um conjunto coeso de elementos de design organizacional que se reforçam mutuamente em direção a um objetivo. O Scrum é um deles: adote só os seus eventos e deixe estrutura, pessoas e recompensas intocadas, e ele falha por falta de alinhamento sistêmico, não por falta de mérito.

Design organizacional intencionalIntentional org design

Escolher estrutura, mandatos, processos, recompensas e pessoas de propósito, em torno de um único objetivo organizacional primário. A alternativa é um desenho que se acumula por reações ad hoc a pressões políticas internas e manda sinais contraditórios a todos.

Renting change

Deixar a mudança nas mãos de terceiros ou de uma bênção da liderança, em vez de assumi-la como sua. As pessoas então resistem a ser mudadas, cumprem só na superfície e simulam progresso, e a melhoria se desfaz como uma camada temporária.

Intenção de cima para baixo e mudança de baixo para cimaTop-down intent and bottom-up change

Os líderes definem a direção e as pessoas moldam a mudança por dentro. Juntas, aproximam as decisões do trabalho, encurtam os ciclos de feedback e reduzem a dependência de coordenação central, como na Poster.

Redesenhar a partir de um estado bagunçadoRedesigning from a messy state

O design organizacional real parte de estruturas, pessoas, hábitos, compromissos e orçamentos herdados, enquanto o negócio continua rodando. É refatorar em movimento, não desenhar um diagrama ideal num quadro em branco.

Custo como restriçãoCost as a constraint

Custo é uma restrição dentro da qual se desenha, não um objetivo organizacional a otimizar. Uma prioridade máxima de cortar custos, levada ao extremo, significa fechar a empresa.

O mapa (2x2)

MandatoMandate

Um pacote de autoridade e responsabilidade para decidir, explorar, agir e entregar resultados dentro de um escopo definido. Os mandatos definem a complexidade máxima que uma unidade consegue tratar. O Org Topologies reconhece dois mandatos essenciais: o Mandato de Escopo de Habilidades (o eixo horizontal do mapa) e o Mandato de Escopo de Trabalho (o eixo vertical).

Mandato de Escopo de HabilidadesScope of Skills Mandate

O eixo horizontal: quantas habilidades uma unidade tem e está autorizada a aplicar no seu trabalho. As unidades à esquerda são incompletas; as da direita, completas.

Mandato de Escopo de TrabalhoScope of Work Mandate

O eixo vertical: o tipo de trabalho que se confia a uma unidade, de tarefas estreitas na base até a responsabilidade compartilhada por resultados inteiros no topo.

Unidade incompletaIncomplete unit

Uma unidade que não tem as habilidades, ou o mandato para usá-las, para entregar valor ao cliente de ponta a ponta; por isso depende de outras e gera transferências. Fica à esquerda do divisor vertical.

Unidade completaComplete unit

Uma unidade com as habilidades, os dados e a autoridade para entregar valor de forma independente, sem depender de outras unidades. Fica à direita do divisor vertical.

Outputs

Os produtos parciais do trabalho (tickets fechados, funcionalidades lançadas, documentos prontos). Mais output não cria mais valor para o cliente.

Outcomes

O que clientes e partes interessadas realmente valorizam, como a refeição inteira, um paciente saudável ou um cliente que permanece. As unidades acima do divisor horizontal são donas deles.

Divisor verticalVertical divider

A linha do mapa que separa as unidades incompletas (à esquerda) das completas (à direita).

Divisor horizontalHorizontal divider

A linha do mapa que separa as unidades otimizadas para outputs parciais (abaixo) das unidades desenhadas para entregar outcomes inteiros (acima).

Custos de transaçãoTransaction costs

A leitura econômica do eixo horizontal: o custo de fazer o trabalho passar por transferências, que cai à medida que uma unidade se move para a direita.

Custos de trocaSwitching costs

A leitura econômica do eixo vertical: a dificuldade de redirecionar o esforço para novas oportunidades, que cai à medida que uma unidade sobe.

Doing Intelligence

Quadrante inferior esquerdo: unidades incompletas que trabalham em outputs em domínios estreitos (contribuidores individuais, grupos, equipes, agentes de IA). Fortes em precisão, dependentes de outros para o valor de ponta a ponta.

Delivering Intelligence

Quadrante inferior direito: unidades completas que trabalham em outputs dentro de um escopo delimitado, entregando com bom fluxo, mas sem ser donas do todo.

Directing Intelligence

Quadrante superior esquerdo: unidades incompletas que supervisionam todo o espaço da solução e coordenam, priorizam e controlam, mas não criam valor para o cliente diretamente.

Driving Intelligence

Quadrante superior direito: unidades completas que são donas dos outcomes e moldam o que será construído a seguir, combinando sonhar, pensar e fazer; a Adaptive Topology.

Multi-learning

Pessoas ou equipes que crescem além do seu ofício principal, desenvolvendo habilidades em vários domínios e aplicando-as no trabalho real. É o mecanismo que amplia o mandato de habilidades e, com a responsabilidade por outcomes, move as unidades na diagonal.

M-shaping

Ampliar as habilidades de uma pessoa em vários domínios, para que as unidades possam assumir mais do trabalho por conta própria.

Equipe de equipesTeam-of-teams

Um modelo organizacional em que pequenas equipes autônomas compartilham propósito e transparência e se ligam numa rede que é co-dona de um outcome amplo.

MultifuncionalCross-functional

Uma equipe que reúne várias funções. Sozinha, ela só move a unidade na horizontal; a Adaptive Topology precisa de unidades que sejam ao mesmo tempo multifuncionais e multicomponentes.

DependênciaDependency

Uma relação de dependência entre unidades. Só dói quando as pessoas são mantidas separadas e não conseguem trabalhar de forma síncrona; quando trabalham juntas no mesmo trabalho, vira colaboração comum.

Fábrica de alfinetesPin factory

O exemplo de divisão do trabalho de Adam Smith, usado como imagem da Resource Topology: trabalhadores presos a subtarefas estreitas, eficientes em trabalho estável e de baixa variabilidade.

Unpinning

Tirar as unidades das faixas estreitas (pessoas na Resource, equipes na Delivery) ampliando os dois mandatos até o nível do produto inteiro.

Desenvolvimento por componentesComponent Development

Organizar as equipes em torno de componentes da arquitetura, de modo que cada uma entregue só a sua parte de uma funcionalidade; essa estrutura torna o desenvolvimento sequencial, um resultado estrutural e não um problema de mentalidade.

Fluxo de valorValue stream

No Lean e no Sistema Toyota de Produção, o fluxo de valor de ponta a ponta do ponto de vista do cliente, ativado pela demanda do cliente (pull), do conceito ao caixa.

Definição de produtoProduct Definition

O quão amplamente uma organização define seu produto, de um componente ao todo; uma definição mais ampla alarga o mandato de trabalho.

Definition of Done

A declaração do Scrum sobre quando o trabalho está de fato concluído e utilizável: integrado, testado, documentado quando necessário e pronto para uso real. O eixo horizontal se lê como a completude crescente dessa definição.

Indicadores proxy antecedentesLeading proxy indicators

Sinais precoces escolhidos para mostrar que a organização está no caminho de entregar outcomes. Outcomes como um cliente que permanece são indicadores tardios e difíceis de medir; bons proxies dão uma noção confiável de progresso mais cedo.

Topologias

Topologia organizacionalOrg topology

Um padrão reconhecível, extraído da observação, dos quadrantes que uma organização ocupa e, portanto, daquilo para que ela está otimizada. Há três comuns, e elas podem ser combinadas.

Resource Topology

Unidades Directing sobre unidades Doing: trabalho dividido por função, especialistas profundos, planejamento por gerentes de recursos. Objetivo organizacional: eficiência de habilidades especializadas sob demanda estável.

Delivery Topology

Unidades Directing sobre unidades Delivering: equipes multifuncionais estáveis em áreas delimitadas. Objetivo organizacional: fluxo de ponta a ponta de trabalho previsível, da demanda à entrega.

Adaptive Topology

Unidades Driving: mandatos amplos de habilidades e de trabalho, unidades que fazem swarming em torno de outcomes. Objetivo organizacional: minimizar o custo de aprender e se reconfigurar em ambientes voláteis.

The Mechanistic System

Metáfora da Resource Topology: precisão pela especialização, eficaz onde o trabalho pode ser planejado com antecedência.

The Structured Network

Metáfora da Delivery Topology: equipes multifuncionais estáveis otimizadas para o fluxo, que se coordenam por colaboração síncrona dentro das equipes.

The Living Ecosystem

Metáfora da Adaptive Topology: uma organização que percebe a mudança, integra o aprendizado e ajusta a direção continuamente.

Combinar topologiasCombining topologies

Deixar várias topologias coexistirem numa organização em que partes diferentes fazem tipos de trabalho diferentes; cada uma deve ser autossuficiente, responsável por outcomes e mantida em evolução.

Envelhecimento e descalingAging and descaling

As organizações tipicamente derivam da Adaptive para a Resource à medida que contratam e se especializam; o livro chama isso de envelhecimento. O caminho inverso, de Resource para Delivery e para Adaptive, é o descaling.

Regression to 1X

O breve pico de desempenho após uma transformação, seguido da volta ao patamar antigo, porque o paradigma de fundo não mudou.

Ferrari effect

Colocar motores mais rápidos (especialistas, IA) num sistema engarrafado deixa o movimento mais barulhento, mas o fluxo não melhora: velocidade local não vira desempenho global. Também chamado de armadilha da Ferrari.

Otimização localLocal optimization

Cada parte melhora aquilo que o seu próprio sistema recompensa, o que pode reduzir o desempenho do todo.

Transformation treadmill

O ciclo de reorganizações recorrentes e desperdiçadoras: reorganização atrás de reorganização, cada uma tão justificada, tão cara e tão disruptiva quanto a anterior. Cada uma trata sintomas e aumenta a instabilidade e a fadiga de mudança.

Swarming

Equipes que se agrupam de forma fluida em torno de outcomes de alto valor numa Adaptive Topology, como a inteligência de enxame na natureza.

Change theater

Mudança sem lastro estrutural real: apresentações novas, rótulos e jargões, enquanto os problemas mais profundos de desempenho continuam como estavam. Cada nova moda, hoje muitas vezes coescrita com IA generativa, repete o ciclo.

Abordagem de mudança em estilo de projetoProject-style approach to change

Tratar a mudança como um projeto, com datas de início e fim, prazos e marcos. Isso ensina a organização a mudar a mudança para que fique bem no papel e desvia a atenção da mudança real de comportamento.

Fadiga de mudançaChange fatigue

O esgotamento que surge quando sacudidas repetidas nunca atacam os problemas reais. O moral cai e o desempenho estagna.

Cegueira contextualContextual blindness

Aplicar uma única lógica de organização, um único conjunto de métricas ou um único modelo de governança a toda a empresa, na crença de que consistência é igual a eficiência. Em contextos desiguais, isso destrói valor e vira um desencaixe no Gemba.

Dividir para conquistarDivide and conquer

A prática comum de fatiar uma organização em partes delimitadas, como squads, tribos ou equipes stream-aligned, cada uma com um mandato estreito. Funciona localmente até o trabalho mudar; depois cai nas brechas e vem outra reorganização.

Triple taxation

A imagem de Gene Gendel de como as empresas clientes são taxadas três vezes: pelas consultorias que vendem transformações big-bang, pelos frameworks que exigem retreinamento e licenciamento e pelas ferramentas que prendem esses frameworks no lugar.

Fluxo rápidoFast flow

Movimento rápido e suave de trabalho conhecido dentro da faixa de uma equipe. Na Delivery Topology o fluxo é local: quando um outcome exige muitas equipes, a velocidade local não se soma em velocidade global.

Equipe de força-tarefaTask force team

Uma equipe temporária montada para concluir trabalho transversal que não cabe nas fronteiras estáveis das equipes. Sinaliza uma queda de volta para a alocação de recursos e a gestão de crise quando chega trabalho não planejado.

Waterfall

Desenvolvimento sequencial, em que cada equipe otimiza a sua parte, repassa e espera. O feedback chega tarde e a iteração se reduz a portões de fase. O livro o trata como um resultado estrutural das equipes de componentes, não como um problema de mentalidade.

Ambiente de alta variabilidadeHigh-variability environment

Trabalho em que demanda, escopo ou tecnologia mudam com frequência, como no desenvolvimento de produtos, onde nenhuma funcionalidade é construída duas vezes. Exige feedback rápido, responsabilidade de ponta a ponta e aprendizado contínuo; faixas estreitas e estáveis acabam desencaixando.

Regression to Resource

Uma espiral descendente em que equipes com pouca confiança se recolhem em tarefas isoladas para evitar o desconforto da colaboração. Coordenadores externos passam então a distribuir o trabalho, e as unidades deslizam de volta para a Resource Topology.

EficiênciaEfficiency

Eficiência não tem um único significado. Na Resource Topology é o uso máximo de habilidades especializadas; na Delivery, o fluxo rápido e confiável de trabalho conhecido; na Adaptive, a redução do custo de aprender, reconfigurar e redirecionar.

Exploit e exploreExploit and explore

Exploit otimiza a entrega de um valor já compreendido (Delivery Topology); explore otimiza o aprendizado para descobrir o que é valioso (Adaptive Topology). Não os transforme em campos opostos: domine os dois. As unidades Driving integram ambos.

Arquétipos e o 4x4

Mapa 4x44x4 map

A versão detalhada do mapa, com quatro níveis em cada eixo e dezesseis arquétipos, usada para uma avaliação precisa.

ArquétipoArchetype

Um padrão comum de como uma unidade organizacional é estruturada e opera. O mapa 4x4 nomeia dezesseis deles.

Códigos de arquétipo (TASKS, CAPS, PART, WHOLE)Archetype codes (TASKS, CAPS, PART, WHOLE)

Nomes curtos para as dezesseis células do 4x4: a linha do mandato de trabalho (TASKS, CAPS, PART, WHOLE) mais a coluna de habilidades, de 1 a 4. CAPS-3 lê-se como habilidades de ponta a ponta no nível de capacidades.

Níveis do mandato de habilidadesSkills-mandate levels

Os quatro níveis ao longo do mapa 4x4: Funcional, Multi-Habilidade, Ponta a Ponta e Em Expansão. O divisor do 2x2 fica entre Multi-Habilidade e Ponta a Ponta.

Níveis do mandato de trabalhoWork-mandate levels

Os quatro níveis subindo pelo mapa 4x4: Tarefas, Capacidades, Solução Parcial e Solução Completa. O divisor do 2x2 fica entre Capacidades e Solução Parcial.

Códigos de arquétipo legadosLegacy archetype codes

Códigos de arquétipo mais antigos, de letra mais dígito (p. ex. A1, B2, C3, Y1), usados em posts anteriores a 2025.

Ícones de unidadeUnit icons

Os cinco símbolos de unidade em todo mapa: pessoa, agente de IA, pool, equipe, equipe de equipes.

MADE

MADE

O método do Org Topologies para mudança contínua e sistêmica: Map, Assess, Design, Elevate, e repetir, construído em torno do Star Model de Galbraith.

Map

Primeiro passo do MADE: trazer à vista o sistema invisível de colaboração, posicionando as unidades no mapa, no Gemba, perguntando quais partes criam valor e como interagem.

Assess

Segundo passo: julgar, não as pessoas, mas o sistema, se o design organizacional atual se encaixa nas ambições de negócio e na estratégia.

Design

Terceiro passo: escolher o único objetivo organizacional primário e moldar estrutura, processos, pessoas e recompensas para apoiá-lo.

Elevate

Quarto passo: construir a capacidade de fazer o novo design funcionar, movendo-se para a direita e para cima com Elevating Katas como pequenos experimentos.

Study and Improve

As duas metades do MADE: Study é Map mais Assess; Improve é Design mais Elevate.

Remapping

Mapear de novo depois da elevação, para checar o que realmente mudou e fechar o ciclo de aprendizado.

Light run

Uma passagem rápida e de baixo risco pelo MADE, ou uma sessão de trabalho mista de meio dia, que deixa as pessoas experimentarem um jeito diferente de trabalhar antes de se comprometerem com uma mudança estrutural.

Valores centrais do MADEMADE core values

Curiosidade (Map), honestidade (Assess), comprometimento (Design) e abertura (Elevate).

Gemba e Go SeeGemba and Go See

Gemba é onde o valor é criado; Go See significa líderes observando o trabalho real ali, em vez de confiar em relatórios. Mapear e Go See se reforçam mutuamente.

Gemba Sprint

Uma imersão com tempo definido em que líderes trabalham com as equipes por dias ou semanas como participantes ativos.

Obeya

Um espaço compartilhado de decisão que tira os líderes das visões locais e os leva para os objetivos estratégicos e as restrições sistêmicas.

Pensamento sistêmicoSystems thinking

Uma habilidade central do MADE: o desempenho não vem dos elementos individuais, mas de como eles interagem. Melhorar papéis, processos e ferramentas visíveis e deixar intocados os padrões de interação não traz ganho duradouro.

Sensemaking

Dar sentido em conjunto a como o trabalho realmente acontece, observando o sistema em vez de julgar as pessoas. No MADE, reduz a ameaça psicológica da mudança e prepara aprendizado e comprometimento antes de qualquer mudança estrutural.

Distância cognitivaCognitive distance

A lacuna entre os líderes e o sistema real de trabalho, criada por separação física ou estrutural. Relatórios e painéis passam então a filtrar a realidade. Go See e o Gemba a combatem.

Os nove princípios

Princípio 1: Seja dono, não aluguePrinciple 1: Own, Not Rent

A mudança duradoura pertence a quem a cria; os líderes precisam assumi-la e não podem delegá-la, e as pessoas apoiam aquilo que ajudam a criar.

Princípio 2: Impulsione o desempenho com design organizacionalPrinciple 2: Drive Performance with Org Design

O design organizacional transforma intenção em sistema e impulsiona o desempenho com mais confiabilidade que programas isolados de cultura.

Princípio 3: Molde a inteligência com mandatosPrinciple 3: Shape Intelligence with Mandates

Remodele os mandatos de habilidades e de trabalho para mudar o que a organização consegue ver, aprender e fazer.

Princípio 4: Adequado ao propósitoPrinciple 4: Fit for Purpose

Escolha de propósito o que otimizar, aceite aquilo que você não vai otimizar e escolha a topologia que se encaixa.

Princípio 5: Mude por meio de um ciclo de aprendizadoPrinciple 5: Change Through a Learning Loop

Mudança como evolução contínua da adequação, usando o MADE.

Princípio 6: Siga o valor, aprenda e entreguePrinciple 6: Follow the Value—Learn and Deliver

Amplie os mandatos para que pessoas e equipes sigam o valor, aprendam e entreguem, em vez de refatiar a organização toda vez que o trabalho muda.

Princípio 7: Faça o objetivo organizacional vencerPrinciple 7: Make the Org Goal Win

Escolha um único objetivo organizacional primário, aceite seus trade-offs e incorpore-o à estrutura, aos mandatos, aos incentivos e às decisões.

Princípio 8: Incorpore o Multi-learningPrinciple 8: Embed Multi-Learning

Incorpore o aprendizado entre domínios para que as pessoas assumam responsabilidades mais amplas e recombinem habilidades conforme o trabalho evolui; amplifique com IA.

Princípio 9: Acelere com IA estratégicaPrinciple 9: Accelerate with Strategic AI

Use a IA para acelerar a direção de design organizacional escolhida, depois do design, não no lugar dele.

Elevating Katas

Elevating Kata

Uma rotina de melhoria estruturada e repetível que transforma a intenção do design organizacional em comportamento vivido, aplicada principalmente no passo Elevate.

Katalog

O catálogo de Elevating Katas, agrupado por elemento do Star Model: Estratégia, Estrutura, Processos, Recompensas, Pessoas.

Convenção de nomes dos katasKata naming convention

O nome de cada kata começa com "Elevate by" seguido de uma expressão com gerúndio, p. ex. Elevate by Expanding the Product Definition.

IA

IA estratégicaStrategic AI

Adoção proposital da IA aliada a um design organizacional deliberado: primeiro descobrir as capacidades que faltam e as restrições estruturais, depois usar a IA para construí-las e acelerá-las.

Adoção não estratégica de IANon-strategic AI adoption

Espalhar a IA de forma ingênua, esporádica e ad hoc pelos silos existentes, o que amplifica o padrão atual e o Ferrari effect.

First design, then AI

A frase que resume o Princípio 9: deixe a IA de lado primeiro, entenda a estrutura e só depois use a IA como alavanca.

Agente de IAAI agent

Um sistema de IA que atua como unidade organizacional. Ele pode ficar no mapa como qualquer unidade: agentes de propósito único são unidades Doing; agentes podem participar da colaboração Driving.

Design organizacional agênticoAgentic org design

Desenhar os mandatos de organizações em que agentes de IA atuam em fluxos de trabalho digitais, para que não recriem uma divisão taylorista entre pensar e fazer.

AI-SDD

Desenvolvimento orientado a especificações assistido por IA: as pessoas especificam a intenção e os agentes de IA a transformam em planos, tarefas e código.

Intelligence-as-a-service

A IA tratada como um serviço disponível que reduz o custo de aprender e fazer, de modo que a especialização deixa de ser escassa.

Aiden

O GPT personalizado do livro e especialista em 10X ORG, movido por Org Topologies; ele/dele.

Elevate, not eliminate

A postura final do livro sobre a IA: elevar as pessoas a mandatos maiores em vez de eliminá-las.

Expertise rotineira e expertise adaptativaRoutine expertise and adaptive expertise

A expertise rotineira aplica bem procedimentos conhecidos em condições estáveis; a expertise adaptativa estende, recombina ou reinventa habilidades quando as condições mudam.

Rotinização do trabalhoRoutinization of work

A conversão gradual de trabalho novo em trabalho rotineiro que as máquinas absorvem, em ondas; a fronteira do que permanece humano continua se movendo.

Default to human strengths

Questionar os limites que o design organizacional impõe às pessoas e construir ambientes que elevem forças humanas naturais, como aprender, combinar e recombinar habilidades, em vez de competir com a IA em tarefas estreitas.

Desempenho adaptativoAdaptive performance

A capacidade de um colaborador de continuar eficaz quando as condições de trabalho mudam. Correlaciona-se com a expertise adaptativa, e o livro destaca que a experiência sozinha não a produz: ela se desenvolve pela exposição ao inesperado.

ParidadeParity

O resultado quando todos correm para adotar as mesmas ferramentas de IA, os mesmos modelos e frameworks sem mudar a estrutura: nenhuma vantagem, só custos maiores com consultores, ferramentas e uso.

Frameworks

Pensamento de frameworkFramework thinking

A suposição de que implementar um framework de gestão padrão do mercado é a chave do sucesso. O Org Topologies inverte a ordem: objetivos de negócio, depois o objetivo organizacional, depois a topologia e, por último, um framework.

Stream-aligned team

Um tipo de equipe popularizado pelo Team Topologies, otimizado para o fluxo rápido de mudanças: recebe trabalho dentro da sua área de especialidade, numa área delimitada. No mapa fica em Delivering; as dependências entre essas equipes permanecem, e o desenho exige reorganização regular conforme a estratégia se move.

Agile Release Train (ART)

No SAFe, um grupo de equipes que planejam juntas em incrementos de programa de 8 a 12 semanas. As dependências entre suas equipes são analisadas de antemão e geridas fora das equipes; por isso, um ART tradicional não é uma equipe de equipes.

Elevated ART (eART)

Um Agile Release Train elevado a uma equipe de equipes: todas as suas equipes compartilham um único backlog de objetivos de negócio e uma única cadência, contêm suas dependências e trabalham de forma síncrona. Eleve um ART de cada vez.

Feature team

No LeSS, uma equipe multifuncional, multicomponente, de longa duração, voltada ao cliente e autogerida. Não é uma equipe que apenas codifica funcionalidades já decididas.

Delivery team

O nome que Marty Cagan dá às equipes que entregam output sobre o que quer que lhes seja repassado, com um product owner atuando como administrador de backlog. Ele inclui nelas as equipes do SAFe.

Empowered product team

O termo de Marty Cagan para uma equipe multifuncional (produto, design e engenharia), medida por outcomes e não por output, e empoderada para encontrar a melhor forma de resolver os problemas que lhe são dados. Com um product manager em cada equipe e um backlog no nível da equipe, ela se posiciona em Delivering, não em Driving.

Pessoas e papéis

Org design owner

Um líder responsável por entender o sistema, escolher uma direção e mobilizar os outros a serem co-donos e a melhorá-lo; o MADE ajuda os líderes a se tornarem donos de verdade.

Org topologist

Um líder, consultor ou agente de mudança que enxerga as pessoas por trás das caixas e linhas do mapa.

Coalizão guiaGuiding coalition

Um grupo de liderança diverso que conduz a mudança em conjunto.

C-OTP

Certified Org Topologies Practitioner: o curso da Academy para melhorar a sua própria organização.

C-OTC

Certified Org Topologies Consultant: a turma da Academy para consultores e líderes de transformação.

Desenvolvedor de produtoProduct developer

Um nome de papel mais amplo que substitui títulos rígidos, como Desenvolvedor Java Júnior, numa Adaptive Topology, com níveis claros de progressão.

Papel de gestorManager role

Na visão do livro, os gestores desenvolvem capacidade e melhoram o sistema, em vez de dirigir o trabalho.

Voluntariado para a mudançaVolunteering for change

Pessoas que optam por moldar e liderar uma mudança, em vez de serem empurradas para ela. Um núcleo de voluntários carrega a mudança com energia e credibilidade, e os colegas que escolhem aderir lhe dão legitimidade e impulso.

Sobrecarga cognitivaCognitive overload

Carga cognitiva é o esforço mental necessário para fazer uma tarefa e aprender enquanto se faz. As pessoas se sobrecarregam quando o custo de aprender é alto, não quando sabem muito; a responsabilidade estreita muitas vezes aumenta a carga por causa das transferências e da troca de contexto.

Especialização profundaDeep specialization

Maestria em uma única habilidade estreita. Faz sentido quando a expertise é escassa e a demanda por ela é praticamente ilimitada, um caso raro; a IA democratiza a expertise, então a maioria das pessoas precisa se tornar multi-learner.

Continuidade humanaHuman continuity

Manter as pessoas e o aprendizado acumulado delas juntos, em vez de tratá-las como recursos intercambiáveis, embaralhados entre grupos temporários. A Adaptive Topology faz essa continuidade render, ao longo do tempo, em desempenho de longo prazo.

Habilidades secundáriasSecondary skills

Habilidades que as pessoas têm além do cargo, vindas de um curso antigo ou de um trabalho anterior, e que podem entrar em cena quando necessário. A capacidade vai além dos nomes dos papéis.

Equipe versátilVersatile team

Uma equipe com habilidades amplas que é dona de um produto inteiro, e não de um componente. A Poster passou de doze equipes estreitas de componentes, formadas por especialistas, para seis equipes versáteis de produto inteiro; a Y Soft opera vinte como uma equipe de equipes.

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